terça-feira, novembro 30, 2004

quando nao te tenho comigo

parece que todas as certezas, todas as constantes lógicas, básicas e definitivas, caem na amargura da incerteza da dúvida irreal. Porque, apesar, de no esquecimento de ideias irrealistas do ponto de vista de um cientista não menos louco, do que um poeta matemático, em que pretende acreditar, que também o amor, é exacto e certo. Quando não te tenho comigo, sinto que qualquer tipo de sensação de afecto e calor humano, de lembrança do teu abraço, da força da tuas mãos, da permanência da tua vontade eterna de ficar, tão junta a mim, como que embaraçada a cada centímetro do meu corpo, num tipo de ligação que jamais será desfeita por qualquer tipo de pesadelo que nos assombre, não passa senão de uma vaga recordação, que se reaviva a cada bafo de cigarro, a cada candeeiro que ultrapasso…assim, com o acelerador desafogado, deixo que os meus pensamentos se desvaneçam como o rasto de chuva que vou deixando ao longo da auto-estrada…tudo se cruza com o meu olhar, pálido e submisso, a recordações que dão uma razão à minha alegria eterna, e a cada luz que me ofusca, apenas consigo pensar, que ter-te comigo, ter o privilégio de te amar e poder contar contigo a cada momento da minha vida, é o resultado de muitas preces e orações, é a concretização de muitos desejos pedidos, não em vão, pois agora que te tenho, jamais vou baixar em prol do teu amar e nunca, vou desistir de ti; a mulher que me fez compreender, que realmente, há uma razão para tudo valer a pena....tu…que és o meu amor eterno.
Gostava, de algum dia, te poder mostrar o quanto te quero, o quanto te desejo, e o quanto tu significas para mim, mas como sei que tal é impossível, vou me esforçar para que ao longo da minha existência, dia após dia, te possa mostrar, lua após lua, um pouco mais de tudo aquilo que sinto por ti. Espero que um dia possas realizar, o que é para mim, olhar fundo no mar dos teus olhos, e percorrer esses vales protegidos por cercas desnecessárias, e imaginares sequer, como é passear pelos rios dos teus cabelos, e embriagar-me com a sobriedade do cheiro que emana através da delícia que é a seda da tua pele, e sentir dos teus lábios, tal conforto exagerado, de um beijo, como que me fazendo acreditar, que o céu não está se não à distancia de um amar.
Obrigado, meu anjo, deste teu, para sempre…